| BEM-ESTAR
Vozes que brincam

Você já parou para
ver (isso mesmo: ver) todas as vozes que existem?
E para ouvir, tocar, cheirar, dançar e jogar?
Um centro recém-inaugurado no Hugo Lange
investe em atividades que despertam a “voz
lúdica” de crianças e adultos.
O conceito de voz lúdica, explica
a fonoaudióloga e mestre em Lingüística
Betina Moreschi Antonio, coordenadora do Centro
de Convivência da Linguagem BMA, abrange não
apenas o falar, mas todas as formas de expressão
humana. “Nosso objetivo é fazer com
que, por meio de atividades lúdicas, as pessoas
se expressem melhor e possam se relacionar melhor
com elas próprias e com o mundo”. O
desenvolvimento é feito em oficinas com duração
de um mês e carga horária de uma hora
por semana. “Esse modelo permite que as pessoas
participem de mais de uma oficina em um mesmo período.
Isso possibilita, por exemplo, que uma criança
ou adolescente tenha uma manhã ou tarde com
várias atividades”, explica Betina.
O Centro oferece oficinas de Leitura & Escrita,
Artes, Música, Culinária, Jardinagem,
Jogos Cognitivos {Funções Mentais),
Yoga, Materiais Recicláveis e Informática.
No momento, as atividades têm como tema o
folclore brasileiro. Segundo Betina, a idéia
é despertar a percepção. “Na
oficina de música, por exemplo, a proposta
não é formar músicos, mas fazer
com que os participantes compreendam o que ela comunica
e o que eles podem comunicar através dela.”
O trabalho inclui atividades de cognição
(ver, escutar ou tocar, por exemplo), criatividade,
raciocínio lógico, expressão
verbal e corporal. Todas as atividades são
mediadas por especialistas (fonoaudiólogos,
artistas plásticos, músicos, professores
de Yoga, formados em Letras e nutricionistas). Não
há uma relação com a educação
formal ou com graduação, mas com o
vivenciar.
Especiais
O Centro de Convivência da Linguagem BMA também
desenvolve oficinas específicas para adultos
que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), doença
que pode prejudicar seriamente a capacidade de comunicação.
“As atividades são muito semelhantes
às das demais oficinas. Nós desejamos,
porém, que os participantes desenvolvam capacidades
que não existiam ou que foram prejudicadas.
E que possam se recolocar no mundo com a auto-estima
renovada”, explica Betina.
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