| INFORME
Concreto, energia e inteligência

Itaipu transforma Oeste do Paraná
em pólo de desenvolvimento tecnológico
Água, concreto e energia, em
proporções colossais. Para muita gente,
esta é a imagem perfeita de Itaipu, hidrelétrica
localizada no rio Paraná que é a primeira
do mundo em geração de eletricidade
– em 2005, foram produzidos 87,9 milhões
de megawatt/hora, o suficiente para suprir quatro
vezes o consumo anual do Paraná. O recorde
de produção está ligado, sem
dúvida, ao tamanho das instalações
– está relacionado, também,
à capacidade de inovação e
de criação de tecnologias. O diretor-geral
brasileiro da usina, Jorge Samek, diz que essa preocupação
é permanente. “Só pela inovação
conseguimos cumprir as metas de produção
com um alto grau de confiabilidade.” Samek
explica que, nos próximos anos, os equipamentos
de Itaipu serão modernizados. “Vamos
avaliar com critério todos os setores e substituir
equipamentos e sistemas obsoletos por outros mais
modernos.”
A estratégia de inovação levou
a binacional a criar, há cerca de três
anos, o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI).
“O Parque Tecnológico é um espaço
que busca soluções de impacto no desenvolvimento
da região Oeste do Paraná por meio
do apoio a ensino e pesquisa, desenvolvimento tecnológico,
inserção social e geração
de trabalho, emprego e renda”, avalia Jorge
Samek. Instalado em uma área de 200 hectares
próxima à usina, o parque vem transformando
os antigos alojamentos dos barrageiros numa verdadeira
cidade tecnológica.
O PTI já tem quinze empresas incubadas, uma
fábrica de software e instituições
como o Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação
(ITAI), Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento
(LACTEC), um campus da Universidade Estadual do
Oeste do Paraná (Unioeste), onde funcionam
os cursos das áreas de Engenharia e Ciências
Exatas e, futuramente, um campus da Universidade
Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR),
a Organização das Nações
Unidas para Agricultura e Alimentação
(FAO), a empresa suíça Kraftwerke
Oberhasli (KWO), a Fiat e outras empresas.
“Não podemos perder o bonde da atualização
tecnológica. Por isso, queremos reter tecnologia
na região para participar do processo de
modernização e responder às
demandas futuras da empresa”, resume o engenheiro
eletricista Jorge Habib, um dos coordenadores do
grupo de trabalho encarregado de elaborar o Plano
de Atualização Tecnológica
de Itaipu e integrante do conselho curador da Fundação
PTI.
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