| INTERIORES
Estilo atemporal

Você é daqueles que
se arrepiam de pensar na possibilidade de entrar
em um antiquário? Então, leia esta
matéria e saiba que o mundo das antigüidades
é muito mais interessante – e acessível
– do que muita gente pensa.
Quem nunca passou na frente de um
antiquário e parou para dar uma olhada na
vitrine? Peças interessantes, curiosas, algumas
muito antigas e outras mais “jovens”,
como móveis e elementos de design dos anos
50. Legal. Que tal entrar? Se o desconhecimento
de causa e a suspeita de preços exorbitantes
deixaram você na porta, é hora de perder
o medo (e deixar essas bobagens na porta!). Uma
peça exclusiva, assinada, pode diferenciar
sua sala ou escritório dos batidíssimos
cenários “alumínio, vidro fumê
e sanca de isopor” e criar um ambiente único.
A moda de compor peças antigas com ambientes
contemporâneos é comum na Europa e
nos Estados Unidos, onde há uma cultura de
consumo de antigüidades. “Há coisa
de quatro anos, por exemplo, começou na Europa
um movimento de compor mesas com cadeiras de diferentes
estilos”, explica o antiquário Iahn,
da Bottegantiga. “Isso é muito interessante,
já que a variedade das peças e a exclusividade
enriquecem o ambiente.” Ele observa que essa
tendência está chegando agora ao Brasil.
Apesar disso, avalia, muitos arquitetos e designers
de interiores ainda não a incorporaram a
seus trabalhos. “Hoje em dia há arquitetos
que não sabem distinguir entre art nouveu,
art déco, art en craft e rococó”,
dispara.
Para Nelson Raad, proprietário da Jade Rosa
Antigüidades, existe um crescente interesse
por ambientes exclusivos. “Há uma tendência
do mercado de escapar daquela decoração
muito clean, muito impessoal, com cara de ‘suíte
de hotel’’, e voltar a um tempo em que
o dono do ambiente escolhia a peça, e não
o decorador”, explica. Na avaliação
de Raad, o momento é de retorno ao mobiliário
de luxo, à prataria imperial brasileira e
à arte sacra.
Marco Antônio de Geus, dono do Dutch Antiquário,
aposta em móveis e objetos em estilo art
déco, caracterizados pela oposição
às formas rebuscadas do art nouveau. “Essas
peças são muito interessantes porque
permitem uma integração à arquitetura
atual, de linhas retas.”
Em conta
Além da sofisticação, outra
vantagem das antigüidades é o preço.
Muitas vezes, as peças são produzidas
com materiais nobres e custam o mesmo ou até
menos do que os lançamentos. “Um amigo
que procurava uma sala de jantar se interessou por
uma mesa que custava cerca de R$ 8 mil em um loja
de móveis. Eu ofereci por R$ 7.500 a sala
de jantar completa, com buffet, cristaleira, mesa
- um art déco muito bom, por sinal -, oito
cadeiras estofadas e um carrinho de chá.
Ele teve uma boa surpresa”, conta Nelson Raad.
Os antiquários também são uma
opção para quem quer comprar presentes
sem gastar muito. É possível encontrar
peças com preços entre R$ 35,00 e
R$ 100,00. “A idéia de que tudo o que
está à venda é caro não
condiz com a realidade. Você pode achar bons
artigos por preços acessíveis”,
garante Marco Antônio de Geus. Entre os produtos
de menor valor estão alguns tipos de porcelana
e biscuits - pequenas peças de decoração.
“Se você dispõe de R$ 40,00,
pode comprar xícaras fabricadas na Bavária
no começo do século XX”, diz
Yahn. Por preços um pouco maiores (de R$
200,00 a R$ 500,00) é possível adquirir
artigos mais sofisticados, como telefones, talheres
em prata e luminárias.
Todos os preços são estabelecidos
com base em catálogos internacionais. “Mas
não há como colocar uma peça
à venda aqui pelo mesmo valor de comercialização
da Inglaterra, que é muito maior. Ou seja,
nossos preços são melhores”,
diz Marco Antônio. Aliás, a presença
de catálogos na loja é um bom indício
da qualidade do vendedor. “O conhecimento
das marcas e dos preços internacionais é
o que faz a diferença”, observa Nelson
Raad.
Serviço:
Dutch Antiquário (Marco Antonio de Geus)
Rua 13 de Maio, 301, loja 04, Centro. Fone: (41)
3232-4886
Jade Rosa Antigüidades (Nelson Luis Abrahão
Raad)
Rua 13 de Maio, 336, lojas 05 e 06, Centro. Fone:
(41) 3223-6620
Bottegantiga Antigüidades (Iahn)
Rua José Sabóia Cortes, 103, Centro
Cívico. Fone: (41) 3253-4344
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