A vez dos homens
ANGEL INOUE
O verão vai ser dos homens. Sejam metro, hetero
ou homo, não vai ter para ninguém. Criar
roupas para as mulheres sempre foi mais interessante -
afinal, nós, mulheres, temos muito mais com que
nos enfeitar... e com que nos preocupar também,
quando o quesito é moda e acessórios. Para
o homem, o universo sempre foi mais limitado, a moda muito
prática: um jeans, uma camiseta, um tênis
e mais nada. Agora é diferente. O leque de produtos
masculinos cresceu graças ao bom momento do mercado
da moda.
Uma boa parte das reclamações vinha da comunidade
gay, que sempre foi mais vaidosa. Mas agora, que o homem
hetero gosta de cuidar da aparência, do corpo e
da alma, tá tudo bem, tá tudo ótimo.
Homem que é homem não tem mais vergonha
de se arrumar, comprar cremes, freqüentar salões
etc. Estava mais do que na hora. Afinal, de que adianta
ter a mulher mais linda do mundo, se você é
um trambolho? Não pega bem, né? Nem para
ela e muito menos para você.
O homem brasileiro sempre foi muito careta em relação
a tudo isso. Quando vai às compras (em casos “excepcionais”,
como quando a calça preferida rasgou, a camisa
esgarçou e o sapato esfolou), querem tudo muito
tradicional. Se a vitrine mostrar uma modelagem um pouco
diferente – um detalhe fashion, por exemplo, ou
uma camiseta rosa – eles saem com sentenças
como: “Ah, isso é coisa de veado!”
ou então: “Imagina o que o povo do escritório
vai dizer...”.
O que não imagina é que tem um montão
de mulheres que gostam de homens de rosa (fica muito bem,
viu?), e o homem que tiver estilo chama a atenção.
A ordem é não ter preconceito. Vestir-se
bem não afeta a virilidade de ninguém. Exemplos?
David Beckham, jogador de futebol, casado com a não
menos linda e gostosa Victoria Beckham. Outro é
Brad Pitt, que sempre “pegou” todas e, agora,
pega a “última bolachinha do pacote”,
Angelina Jolie. Os argentinos, latinos como nós,
são muito mais bem resolvidos em relação
a isso. Usam anéis, pulseiras, jeans modernérrimos,
tênis absurdos e cortes de cabelo sem igual. Abuso.
Acho que é isso que nos falta: um pouco de abuso
aqui, outro ali e pronto. Assim, vamos derrubando as barreiras
da (sua) cabeça. Experimente. E veja os resultados...

TENDÊNCIAS
Ana
Karina Sato de Nova York
Jornalista da nova geração, traz informações
atualizadas sobre a "Capital do Mundo"
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