Esmalte na medida certa
O
esmalte é uma arma de sedução há
pelo menos dois mil e trezentos anos. As primeiras a descobrirem
seu poder foram as chinesas – naquele tempo, unhas
pintadas eram símbolo de beleza e status social.
Hoje, esse cosmético faz parte do aparato de beleza
de muitas mulheres, que não abrem mão do
esmalte em seu dia-a-dia. Há esmaltes de praticamente
todas as cores, por preços que variam do “R$
1,99” a mais de R$ 50 (caso do Triple Tenue, de
Lâncome).
Apesar da intimidade com esmaltes, muitas mulheres desconhecem
cuidados básicos com a saúde das unhas.
A podoterapeuta Rosi Pinheiro alerta para problemas decorrentes
da aplicação de produtos de baixa qualidade
e do tempo errado de uso. “O primeiro cuidado é
com a origem do esmalte. Há muitos produtos sem
procedência definida, com componentes que podem
causar problemas à saúde.” Por preços
acessíveis, é possível encontrar
produtos de qualidade, indicados, por exemplo, para mulheres
que sofrem de alergia aos esmaltes comuns.
Outro cuidado é com o tempo de permanência
do esmalte. “Três dias é o tempo máximo
que uma mulher deve deixar o esmalte nas mãos.
No caso dos pés, não deve passar de cinco
dias”, explica Rosi. É preciso ficar de olho,
também, nas estações. “No inverno,
o ideal é não aplicar esmalte nos pés.
Em Curitiba, onde as pessoas usam sapatos fechados, o
risco de proliferação de fungos e bactérias
aumenta. Se for preciso usar, o ideal é remover
em dois dias.”
Transparentes
A principal característica de unhas saudáveis
é a transparência. “Manchas e riscos
indicam que alguma coisa está errada. Se esses
sinais aparecerem, é hora de ir ao dermatologista
ou ao podólogo”, diz Rosi. Muitas vezes,
manicures acabam agravando problemas preexistentes devido
ao uso de alicates, palitos e lixas não esterilizados.
“Há profissionais gabaritadas. Muitas, porém,
não têm conhecimento suficiente e acabam
prejudicando as clientes.” Há, também,
alguns mitos, como o de que o esmalte ajuda a curar problemas.
“Como os fungos e as bactérias gostam de
calor e do escuro, esse é o pior caminho possível.”
Serviço: Rosi Pinheiro, podoterapeuta
especializada no tratamento de pés, inclusive os
de pessoas portadoras de diabetes. Também ministra
palestras e cursos para podólogos e manicures.
Telefones 9232-4988, 9624-8354 e 3016-5432, e-mail: rosivs@uol.com.br.

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