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Nº 1 - PRIMAVERA 2005
 
 
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Um olhar oriental sobre a
cirurgia plástica

Wong Shi Yee, 46, é cirurgião plástico em Curitiba. Em seu consultório, situado em um bairro nobre da cidade, é possível encontrar, junto com obras sobre cirurgia plástica, tratados de acupuntura e gravuras chinesas. Uma rápida conversa é suficiente para afastar qualquer dúvida sobre a possibilidade de convivência entre bisturis e agulhas. “Apesar de diferentes, as medicinas do Oriente e do Ocidente não se anulam. Pelo contrário, elas oferecem um maior número de alternativas de tratamento.” A lógica, em princípio, é simples: assim como não é possível tratar da dor com uma cirurgia estética, da mesma forma não se pode mudar a forma de um nariz por meio da aplicação de agulhas – para cada demanda há uma solução específica.

Mais do que direcionar uma medicina para cada caso, diz Wong: “Tudo o que se aprende é importante. O fato de eu praticar medicina tradicional chinesa há vinte anos ajuda bastante na hora de atender os pacientes. Existe uma aproximação maior, uma percepção mais intensa do que eles estão sentindo”, explica.

Muitas vezes, afirma o médico, uma única consulta permite saber se a cirurgia plástica vai ou não resolver o problema do paciente. “São casos que não estão relacionados com o corpo, mas com uma tentativa de resolver questões emocionais.” O melhor, então, é fazer um tratamento inicial de reequilíbrio. “A pessoa nota que você percebeu o que ela sente e se solta mais, fala mais. No final, uma boa conversa acaba evitando um problema de insatisfação depois da cirurgia.”

A importância da escolha
Quem deseja fazer uma cirurgia plástica deve ficar de olho em alguns fatores essenciais para que tudo corra bem. Na avaliação de Wong Shi Yee, é preciso observar, inicialmente, a formação do médico que fará o atendimento. No caso de Wong, ela inclui três anos de residência em cirurgia geral, dois anos de trabalho como cirurgião oncologista, além da especialização em cirurgia plástica. Isso, sem contar os cerca de vinte anos de formação e trabalho em medicina tradicional chinesa. “O melhor a fazer para afastar dúvidas é verificar se o médico é credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Para se credenciar, ele precisa fazer os três anos de residência em cirurgia plástica e uma prova de conhecimentos específicos”, explica.

Além dos fatores técnicos há, também, algumas coisas que podem ser observadas no contato com o médico. “É algo como um sexto sentido. A pessoa deve marcar uma consulta, conversar com o médico e sentir se é o que ela espera. Se não se sentir à vontade ou não tiver confiança, o melhor é fazer uma nova busca”, recomenda. Wong também chama a atenção para profissionais que prometem demais. “Esse é outro fator importante. Muitas vezes, o médico garante que pode fazer mudanças que são impossíveis do ponto de vista técnico. Se você perceber isso, procure outro profissional.”

Serviço: Wong Shi Yee, cirurgião plástico - Rua Padre Agostinho, 1280, Curitiba - tel.: (41) 3339-7666; e-mail: wong@netbank.com.br

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