| Um olhar oriental
sobre a
cirurgia plástica
Wong
Shi Yee, 46, é cirurgião plástico
em Curitiba. Em seu consultório, situado em um
bairro nobre da cidade, é possível encontrar,
junto com obras sobre cirurgia plástica, tratados
de acupuntura e gravuras chinesas. Uma rápida conversa
é suficiente para afastar qualquer dúvida
sobre a possibilidade de convivência entre bisturis
e agulhas. “Apesar de diferentes, as medicinas do
Oriente e do Ocidente não se anulam. Pelo contrário,
elas oferecem um maior número de alternativas de
tratamento.” A lógica, em princípio,
é simples: assim como não é possível
tratar da dor com uma cirurgia estética, da mesma
forma não se pode mudar a forma de um nariz por
meio da aplicação de agulhas – para
cada demanda há uma solução específica.
Mais do que direcionar uma medicina para cada caso, diz
Wong: “Tudo o que se aprende é importante.
O fato de eu praticar medicina tradicional chinesa há
vinte anos ajuda bastante na hora de atender os pacientes.
Existe uma aproximação maior, uma percepção
mais intensa do que eles estão sentindo”,
explica.
Muitas vezes, afirma o médico, uma única
consulta permite saber se a cirurgia plástica vai
ou não resolver o problema do paciente. “São
casos que não estão relacionados com o corpo,
mas com uma tentativa de resolver questões emocionais.”
O melhor, então, é fazer um tratamento inicial
de reequilíbrio. “A pessoa nota que você
percebeu o que ela sente e se solta mais, fala mais. No
final, uma boa conversa acaba evitando um problema de
insatisfação depois da cirurgia.”
A importância da escolha
Quem deseja fazer uma cirurgia plástica deve ficar
de olho em alguns fatores essenciais para que tudo corra
bem. Na avaliação de Wong Shi Yee, é
preciso observar, inicialmente, a formação
do médico que fará o atendimento. No caso
de Wong, ela inclui três anos de residência
em cirurgia geral, dois anos de trabalho como cirurgião
oncologista, além da especialização
em cirurgia plástica. Isso, sem contar os cerca
de vinte anos de formação e trabalho em
medicina tradicional chinesa. “O melhor a fazer
para afastar dúvidas é verificar se o médico
é credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica. Para se credenciar, ele precisa fazer
os três anos de residência em cirurgia plástica
e uma prova de conhecimentos específicos”,
explica.
Além dos fatores técnicos há, também,
algumas coisas que podem ser observadas no contato com
o médico. “É algo como um sexto sentido.
A pessoa deve marcar uma consulta, conversar com o médico
e sentir se é o que ela espera. Se não se
sentir à vontade ou não tiver confiança,
o melhor é fazer uma nova busca”, recomenda.
Wong também chama a atenção para
profissionais que prometem demais. “Esse é
outro fator importante. Muitas vezes, o médico
garante que pode fazer mudanças que são
impossíveis do ponto de vista técnico. Se
você perceber isso, procure outro profissional.”
Serviço: Wong Shi Yee, cirurgião
plástico - Rua Padre Agostinho, 1280, Curitiba
- tel.: (41) 3339-7666; e-mail: wong@netbank.com.br

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